Sempre-viva

Helichrysum italicum L. – Asteraceae

Sempre-viva

Sempre-viva é uma planta perene, herbácea, característica da região mediterrânica. É um subarbusto com caule ramificado, que atinge até 60 cm de altura. As folhas são sésseis, alongadas e estreitas, de cor verde-clara. As flores são hermafroditas, amarelas, reunidas em capítulos florais, que por sua vez se agrupam numa inflorescência corimbosa no topo do caule. O fruto é uma pequena aquénio.

A sempre-viva cresce espontaneamente no sul da Europa, no noroeste de África e na Ásia Menor, em solos secos, rochosos ou arenosos. Na nossa região, a sempre-viva cresce espontaneamente na zona costeira, mas atualmente é muito mais comum encontrar o cultivo de determinadas espécies de sempre-viva.

Leaves

A espécie Heliccrysum italicum não é oficial em nenhuma farmacopeia, mas é amplamente utilizada na medicina tradicional de vários países (Itália, Espanha, Portugal, Bósnia e Herzegovina).

Os compostos ativos da sempre-viva são: acetofenonas, flavonoides e derivados do floroglucinol. Deve-se prestar especial atenção à presença de acetofenona, 4-hidroxi-3-(3-metil-2-butenil) acetofenona e 4-hidroxi-3-(2-hidroxi-3-isopentenil) acetofenona, tilirosídeo, gnafalina, apigenina, luteolina e o heterodímero prenilado alfa-pirona-floroglucinol arzanol, devido às suas propriedades diversas e importantes.

As flores e folhas da sempre-viva são utilizadas como partes medicinais da planta, sendo mais frequentemente empregadas no tratamento de doenças de pele. Na literatura, menciona-se o uso tradicional da sempre-viva em distúrbios do trato respiratório e digestivo, bem como em diversas condições inflamatórias da pele. Outras aplicações terapêuticas incluem atividade antimicrobiana e analgésica (dor de dentes, cefaleia, dores abdominais), promoção da cicatrização de feridas e tratamento de distúrbios do trato biliar. A sempre-viva também tem ampla utilização como auxiliar no tratamento do funcionamento do fígado e da vesícula biliar, inflamações e infeções (atividade antimicrobiana). Aplica-se ainda em casos de insônia, alopecia e infeções helmínticas. Além da ação anti-inflamatória e antimicrobiana, a sempre-viva apresenta também efeito antioxidante, neutralizando radicais livres e protegendo contra o stress oxidativo.

Referências

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