Salsa
Petroselinum crispus L. – Apiaceae
Salsa ié uma planta bienal cultivada. A raiz é fusiforme. No primeiro ano desenvolve-se uma roseta de folhas composta por folhas profundamente divididas, de cor verde-clara. As partes medicinais da planta são a raiz e as folhas secas. As partes medicinais da planta são a raiz e as folhas secas. É cultivada há mais de 2000 anos no sudeste da Europa e na Ásia Ocidental. As propriedades medicinais da salsa foram mencionadas pela primeira vez na Grécia Antiga.
A raiz contém 0,1–0,5% de óleo essencial, cujos componentes mais abundantes são compostos fenilpropanóides, como apiol e miristicina. Além disso, a raiz da salsa contém heterósidos flavonoides (apiina, apiosídeo), furanocumarinas, poliacetilenos, açúcares e mucilagens. A folha da salsa, além do óleo essencial, contém flavonoides, vitaminas A, B1, B2 e vitamina C. A salsa possui efeito diurético (estimula a excreção urinária) e apresenta ação levemente espasmolítica (relaxamento da musculatura lisa do trato urinário), podendo ser recomendada para aliviar cólicas em doenças do sistema urinário de homens e mulheres. O óleo essencial de salsa demonstra efeito antioxidante e anti-inflamatório, bloqueia canais de cálcio (no trato intestinal e no útero) e possui efeito antitumoral, podendo ser recomendado como prevenção do câncer. Além disso, a salsa apresenta efeito imunomodulador, modificando a atividade das células do sistema imunológico.
Os extratos de salsa apresentam uma atividade antimicrobiana de amplo espectro contra diversas bactérias, tais como: B. subtilis, P. aeruginosa, S. epidermidis, S. aureus, E. coli, Klebsiella pneumoniae. Além disso, a salsa demonstrou ação bactericida contra infecções causadas por Helicobacter pylori, além da atividade antibacteriana, possui também ação antifúngica (eficaz no combate a infecções fúngicas). O consumo diário de salsa pode contribuir significativamente para a redução da concentração de glicose no sangue, potencialmente inibindo a gliconeogénese e estimulando diretamente a glicólise, sendo também utilizada como auxiliar na digestão.
Na forma de infusões ou em alguns fitopreparados, a salsa é utilizada como diurético no tratamento de infeções do trato urinário, bem como na prevenção e tratamento de cálculos urinários. Na medicina tradicional, a salsa é usada para o tratamento da noctúria em crianças, assim como em casos de menstruação irregular (dismenorreia). A salsa é uma planta fototóxica, pelo que durante a utilização de preparações à base de salsa é necessário proteger-se da luz solar, aplicando cremes com alto fator de proteção nas áreas expostas da pele. O uso de salsa é contraindicado durante a gravidez, bem como em pessoas com função renal comprometida. Podem ocorrer reações alérgicas à salsa, atribuídas à presença de furanocumarinas e poliacetilenos, pelo que pessoas com tendência para alergias devem utilizar preparações de salsa com precaução.
